ReStart the Future | Resiliência II: Progresso social e territorial

Mar 11, 2021 | Notícias

 

Realizou-se esta manhã o quarto webinar promovido pela Deloitte, em conjunto com o jornal Expresso, no âmbito da iniciativa ReStart the Future ciclo de webinars dedicado aos domínios estratégicos: Resiliência, Transição Digital e Transição Climática evidenciados no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) português, bem como às oportunidades de recuperação, transformação e desenvolvimento para o país.

 

Dirigido a toda a comunidade empresarial, pública e privada, este fórum de debate e partilha de conhecimento conta com a participação de representantes máximos da sociedade civil, das organizações e do governo.

 

Esta sessão dedicada à dimensão “Resiliência”, permitiu refletir sobre as grandes oportunidades na área das vulnerabilidades sociais, nomeadamente ao nível do Serviço Nacional de Saúde, das respostas sociais e da habitação, de forma a diminuir as desigualdades sociais e promover um país mais desenvolvido.

 

Imagem Dimensão Resiliência

 

Sérgio Oliveira, Partner e ReStart Center for Business Leader da Deloitte destacou que a dimensão “Resiliência” compreende os Roteiros Vulnerabilidades Sociais, Potencial Produtivo e Emprego e Competitividade e Emprego Territorial.

 

Perante os complexos desafios e oportunidades para a implementação dos recursos disponíveis, Sérgio Oliveira apontou as seguintes cinco sugestões de ação:

 

Imagem Sugestões de Ação

 

Mariana Vieira da Silva, Ministra de Estado e da Presidência evidenciou os mais de 1600 contributos escritos decorrentes da Consulta Pública ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) que demonstra que tem sido um processo alargado e participativo, dada a oportunidade histórica que representa para o país a mobilização dos recursos disponíveis para concretizar a transição climática (mais verdes) e a transição digital (mais modernos), com resiliência (mais fortes e resistentes às crises).

 

O fundamental é “valorizar todos os recursos humanos e materiais para nos desenvolvermos de forma justa e coesa”, afirmou a Ministra.

 

O PRR reflete estas prioridades de políticas públicas e deve ser enquadrado em complementaridade com o Quadro Financeiro Plurianual e o Orçamento de Estado.

 

Imagem Ministra Mariana Vieira da Silva

 

No que respeita ao pilar “Resiliência” do PRR, a Ministra salientou três vetores essenciais: enfrentar as vulnerabilidades sociais, tornar mais resiliente o sistema produtivo e fomentar a coesão territorial. Estas prioridades estão assim assentes nos seguintes aspetos:

 

  • Serviço Nacional de Saúde mais forte,
  • Habitação mais digna,
  • Nova geração de respostas sociais de apoio aos mais vulneráveis,
  • Aumento do potencial produtivo, em particular reforçando a relação entre as Universidades, a Ciência e o tecido empresarial português,
  • Qualificações e Competências, combatendo o défice estrutural do país, com especial atenção para os jovens e apoiando os adultos na participação em formações curtas de âmbito superior.

 

A Ministra finalizou a sua intervenção destacando que é muito importante “moldar o nosso futuro”, de forma justa e inclusiva, não deixando ninguém para trás e aproveitando as oportunidades trazidas pela transição digital.

 

Seguiram-se as intervenções do painel de debate, moderado pela jornalista da SIC Notícias Rosa de Oliveira Pinto.

 

Imagem Painel de Debate 11 março 2021

 

Nuno Oliveira dos Santos, Presidente da Agência para o Desenvolvimento e Coesão, IP (AD&C) afirmou que a AD&C assegura a coordenação geral dos fundos da União Europeia em Portugal e a política de desenvolvimento regional e que perante este quadro de responsabilidades que decorre da lei, vai contribuir para a implementação bem-sucedida do PRR, reforçando uma “dinâmica de proximidade do país” assente numa relação cada vez mais forte entre o Estado e os Cidadãos.

 

Para além do PRR, Nuno Santos destacou a Estratégia Portugal 2030 (Resolução do Conselho de Ministros n.º 98/2020), no contexto do próximo Quadro Financeiro Plurianual, que procuram traduzir o país mais coeso que gostaríamos de ser “do lado das pessoas, das tecnologias, do clima e do território”.

 

Imagem Nuno Oliveira Santos 11 março 2021

 

Nuno Santos considera que é fundamental “fazer discutir o que somos”, enquanto território e num mundo global. Assegurando uma boa execução, com transparência e no cumprimento das normas, até porque o “escrutínio é enorme” em termos de utilização dos fundos públicos.

 

Os constrangimentos ao nível da coesão territorial decorrem dos constrangimentos estruturais da sociedade portuguesa, é por isso, muito importante esbater as desigualdades, ultrapassando as dificuldades estruturais na distância da relação do Estado com o cidadão, das qualificações e das infraestruturas básicas, com foco na boa execução no território. “Sejamos capazes de acordar no essencial” e construir um grande portefólio de projetos.

 

É essencial cumprir a missão da AD&C de forma equilibrada, fazendo destacar que faz parte de uma sociedade que está a viver um momento histórico, com a disponibilidade de grandes recursos. “Temos de fazer a nossa parte e convocar todos a fazer a sua”.

 

Imagem Edmundo Martinho 11 março 2021

 

Edmundo Martinho, Presidente da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) salientou que o peso significativo atribuído à dimensão “Resiliência” no contexto do PRR demonstra a preocupação de consolidar um país mais equilibrado e mais justo. Destacando os seguintes aspetos prioritários na redução das vulnerabilidades sociais, sobretudo ao nível das ações direcionadas para as pessoas:

 

– Reforçar as respostas sociais, garantindo um sistema de proteção social sólido e abrangente, assente na digitalização e modernização da segurança social;

– Apoiar a contratação e apostar nas qualificações, aliando o emprego à recuperação de rendimentos,

– Garantir uma habitação digna, que deve ser vista como uma âncora de estabilidade para cada família;

– Melhor saúde, facilitando o acesso de todos a serviços de qualidade.

 

Para concretizar estas prioridades, Edmundo Martinho referiu a importância de envolver e mobilizar os atores locais (incluindo os organismos da administração central e local, associações e empresas).

 

Imagem Filipe Almeida 11 março 2021

 

Filipe Almeida, Presidente da Portugal Inovação Social defende que perante um quadro socioeconómico particularmente adverso, a inovação social é geradora de um impacto indireto considerável nas economias regionais e locais. Na sua perspetiva, é fundamental encontrar novas soluções para os problemas da comunidade, para os quais as soluções existentes são insuficientes.

 

A implementação de projetos de inovação social é essencial para transformar a sociedade e contribuir para a redução das vulnerabilidades sociais, combatendo as desigualdades.

 

Os métodos, produtos e serviços inovadores devem responder com eficácia aos problemas sociais para alcançar os objetivos de investimento, amplificando os projetos e contribuindo para uma sociedade mais coesa, competitiva e interventiva.

 

É fundamental “reconstruir melhorando”, com base na missão social, no voluntariado e na inovação, em áreas-chave: competências das crianças, requalificação, idosos.

 

O método inovador deve envolver a comunidade, promover uma intervenção de proximidade com os atores locais e fomentar parcerias intersetoriais.

 

Imagem Miguel Antunes

 

Miguel Eiras Antunes, Partner e Public Sector, Transportation, Automotive & Tourism Leader da Deloitte refere que a digitalização de serviços é uma componente incontornável na dimensão resiliência do PRR e na sua perspetiva as prioridades que devem ser acauteladas ao nível do desenho e implementação de novos serviços digitais, em particular para grupos com necessidades especiais, devem ter em conta três níveis de atuação diferentes: tecnologia, inclusão social e cuidados de saúde.

 

Portugal tem vindo a confrontar-se com desafios exigentes ao nível demográfico, socioeconómico e ambiental. A necessidade de responder a fenómenos como o rápido envelhecimento da população, às alterações das estruturas e da organização familiar ou às necessidades crescentes da população em termos de apoio familiar exige que a rede de serviços e equipamentos sociais possa ser reforçada, requalificada e adaptada às novas necessidades.

 

Neste contexto, a operação e monitorização de atividades de apoio social, em articulação com entidades públicas locais e instituições de apoio social, através de soluções tecnológicas é uma prioridade absoluta. O papel de players como a Deloitte a este nível é importante para “ajudar a fazer acontecer”, acelerar a execução, contribuir para o impacto com foco nos cidadãos, trabalhar em conjunto para, atuando ao nível local, alavancar os projetos para o nível nacional.

 

Saiba mais sobre os webinars setoriais a realizar nas áreas da Saúde, Ensino e Turismo, visitando o site da Deloitte

 

Fonte: AD&C/Deloitte/MC